12/08/2017

[Curiosidades] Slender Man



Ah, nosso querido post de curiosidades. Demorou um pouquinho, até demais, mas ele voltou com tudo, e trouxe um amiguinho bem conhecido. Vai me dizer que nunca, nunca mesmo, ouviu falar do Slender Man?


Slender Man é uma das primeiras lendas urbanas da web, surgindo em 2009 num post do fórum Something Awful. Porém, viralizou numa velocidade surpreendente, e logo alcançou o  4Chan. Como o próprio nome diz, Slender Man é um homem esguio, alto e de pele branca, sem face. É descrito como usando um terno preto. Seus braços e pernas podem se alongar, deixando-o deformado e facilitando a captura de suas vítimas que, na maioria das vezes, são crianças. Ele gosta de florestas. Por usar roupa preta e ser magro, pode facilmente se camuflar entre as árvores. Ou seja, ele gosta de estar em locais onde há árvores e crianças. Escolas, parques, hortos municipais, florestas, etc. De acordo com a lenda, ele captura as crianças para fazer atividades para ele, como matar alguém em seu nome. É, meio bizarro, eu sei. E ninguém acreditava muito nessa coisa de "servir ao Slender Man" até que, em 2014, duas crianças de 12 anos esfaquearam uma coleguinha da escola 19 VEZES, e disseram que o ataque foi para "impressionar" nosso amigo esguio. Felizmente, a tal coleguinha foi resgatada e se recuperou. Mas há divergências, pois alguns acreditam que, na verdade, ele se alimenta das crianças, como uma sina, uma vez que os corpos das crianças desaparecidas nunca foram encontrados.





13/01/2017

[Creepypastas] O Diário de Beatriz

Hey, gente. Tudo bem com vocês?

Como prometido, aqui está um conto de sexta-feira 13. É, passei um pouco afastado do mercado literário em 2016, mas 2017 é o meu ano. E tem maneira melhor do que começar o ano com um belo conto? Esse ano é meu literário, podem anotar isso. Várias surpresas estão sendo preparadas. Aguardem com paciência.
Espero que gostem do conto. Tenham uma boa noite, e uma ótima sexta-feira 13.

Todas as pessoas do mundo – ou quase todas elas – têm o desejo de visitar várias cidades, enquanto algumas se contentam em contar nos dedos quais lugares desejam conhecer, mesmo tendo em mente que tal coisa pode nunca acontecer. Entretanto, uma pequena parcela dessas pessoas consegue realizar seus sonhos. Algumas escolhem um país específico, enquanto outras decidem fazer algo conhecido como “mochilão”, que nada mais é do que, com pouca bagagem, o mochileiro viaja por várias regiões de um país ou por vários países. Steve Smith encaixava-se na segunda descrição.
Steve era um jovem norte-americano de vinte e quatro anos, que se formara em Direito no ano anterior. Tal coisa deveria ser comemorada, mas, infelizmente, poucos dias antes da festa que sua família havia organizado, sua mãe e sua irmã morreram num trágico acidente de ônibus, enquanto voltavam de Washington D.C. Seu pai havia morrido há alguns anos, assassinado, por causa de uma dívida. Desde então, o rapaz resolveu tirar férias. Colocou numa mochila algumas roupas e objetos pessoais e foi para a Europa. Irlanda, Inglaterra, Espanha, Holanda e França.
Viagens mudam pessoas, e não foi diferente com Steve. O rapaz tornou-se ainda mais maduro, além de ter visto lugares incríveis, feito amizades e aprendido lições as quais nunca se esqueceria. Porém, foi na Itália que ele passou pela situação a qual mudaria sua vida.



30/12/2016

[Creepypastas] Arrependimento


O professor havia dito que passaria um trabalho importante naquela noite, mas isso já não importava mais. Jonathan só queria que tudo explodisse e fosse pelos ares. Mas ele sabia que, mesmo se tudo explodisse, aquela lembrança ainda tomaria conta de sua mente.
Ele e Angélica já estavam namorando há três anos. Tudo ia bem até três meses atrás, quando a garota passou a agir estranhamente. Ele sabia que algo estava errado, mesmo que ela lhe dissesse que aquilo era apenas neura da cabeça dele. Naquela manhã de quarta-feira, ele decidiu ir almoçar em casa durante seu horário de almoço, em vez de comer no refeitório da empresa, como sempre fazia. Quando chegou lá, viu algo que nunca sequer cogitou que aconteceria. Ali, na cama deles, estava Angélica. Infelizmente, ela não estava sozinha.


11/07/2016

[Creepypastas] A Casa na Floresta

Hey, galera! Tudo bem com vocês?

Adivinhem quem voltou? Isso mesmo! As creepypastas voltaram ao blog \o/ Peço perdão pela ausência delas, e tentarei trazê-las com mais frequência.

O ano era 2043. Há alguns anos, o mundo foi tomado por uma praga mortal, que matou boa parte da população mundial, ou praticamente toda a população mundial. Era provável que a segunda opção fosse a correta, pois fazia muito tempo desde que eu havia visto outro humano pela última vez. O governo nunca confirmou, claro, mas, de alguma forma, foi criada uma forma de trazer células-mortas de volta à vida. Isso mesmo. Mortos-vivos.
Aquilo simplesmente aconteceu. Era um dia normal para a maioria de nós quando aquilo começou. Pessoas começaram a correr de um lado para outro, sem saber o que fazer. Quem tinha seu próprio veículo, trancou-se nele e saiu dali. Quem estava a pé, acabou sendo capturado. Não demorava mais do que dez segundos para que um humano contaminado morresse e voltasse à vida. Eu estava prestes a deixar Samantha, minha filha, em sua escola. Quando notei o alvoroço, chamei-a de volta e saí dali. Precisávamos voltar até o trabalho de Samantha, minha esposa, e buscá-la. Tentei ligar para ela, mas não consegui. Só caía na caixa postal. O caos estava armado, a população estava mergulhada em desespero e ninguém sabia o que fazer.
- Pai, o que está acontecendo? - indagou Lori, minha filha de 12 anos. - O que são essas coisas?
- Não sei, filha - respondi. - Eu não sei.
Chegamos ao hotel onde Sam trabalhava, e tivemos uma surpresa. O local estava tomado pelas criaturas, e não parecia que havia alguém vivo ali. Doía ter que fazer aquilo, mas eu precisava. Lá no fundo, eu sabia que ela não tinha tido nenhuma chance.
Dei partida no carro e saí dali, desviando de outros veículos e de criaturas que corriam em nossa direção.
- Cadê a mamãe? Você não vai esperá-la?
- Não há tempo, Lori. Não podemos mais esperar. Se continuarmos aqui, vamos morrer. Eu sinto muito, filha.
Lori desabou em lágrimas no banco do passageiro. Precisei me controlar para não chorar também. Não podia acreditar que aquilo realmente estava acontecendo. Fomos para nossa casa. Pegamos tudo o que conseguimos e deixamos a cidade, indo para nossa casa de campo, que ficava há alguns quilômetros dali. Nossos celulares já estavam sem sinal, e aquilo significava que as coisas estavam cada vez mais fora do controle.
- Você está bem, filha? - perguntei, quando adentramos em nossa casa de campo, pensando que estávamos seguros.
- Não, é claro que não estou! Eu quero minha vida de volta! O que é tudo isso? O que são aquelas coisas lá fora?
- Creio que descobriremos em breve - falei.
Alguns dias se passaram, e tudo pareceu ficar mais calmo. Estávamos sem energia, então nada de banho quente. Entretanto, tínhamos mantimentos, e tínhamos um ao outro. Era isso o que importava.
Até a noite do décimo dia.
Lori já estava dormindo. Eu estava do lado de fora, observando o céu estrelado, quando ouvi passos. Muitos passos. Eu duvidava que fosse só alguém tentando invadir o local.
Voltei correndo para dentro de casa.
- Lori, vamos sair daqui! - gritei. Ela acordou assustada, mas logo levantou-se e tratou de pegar tudo o que conseguiu. Porém, era tarde demais. Quando olhei para trás, vi que estávamos cercados por várias criaturas. Não importava para onde fôssemos, nunca seria o bastante. Eles sempre nos encontrariam.
Assustado, voltei minha atenção para Lori, mas a cena que presenciei me assombraria pelo resto de meus dias: minha filha havia sido capturada, e estava sendo devorada por várias criaturas. Seus gritos ecoavam pelo lugar, mas já não havia mais escapatória. Peguei a mochila de sua mão e, enquanto ouvia ela gritando por mim, saí correndo dali. Fui para o carro e fugi, sem nenhum destino. Eu só queria estar a salvo.
Viajei durante alguns dias, parando apenas para dormir, e só quando tive certeza de que estava a salvo para dormir. Acabei encontrando uma casa vazia numa floresta. Não era nada aconchegante, mas era longe da cidade, o bastante para que eu não temesse por minha sobrevivência.
O tempo passou, e nenhuma daquelas criaturas horrendas apareceu. Eu não tinha a melhor das vidas, mas ao menos ainda estava vivo. Entretanto, estava sozinho ali, sem nenhum contato com o mundo humano, e sem ao menos saber se algum outro humano havia sobrevivido. Não havia muitas maneiras de me divertir, então eu passava boa parte do dia deitado ou sentado, apenas pensando em tudo o que eu poderia fazer se ainda tivesse minha vida. Pensei em com Sam e Lori estariam. Mesmo estando sozinho ali, às vezes eu podia jurar que alguém falava comigo. Mas eu não estava louco. Não tinha ninguém ali. Era impossível.
As vozes tornaram-se cada vez menos frequentes. Às vezes eu falava algo em voz alta, mas já não obtinha mais respostas. Durante um tempo, tive a leve impressão de que havia algo, ou alguém embaixo da minha cama. Eu sempre olhava lá, e nunca encontrava nada. Com o tempo, essa sensação também passou.
O dia amanheceu. Para mim, já não fazia diferença, pois para mim já não importava se era dia ou noite. Entretanto, aquele dia foi diferente. Eu estava sentado no chão, abraçando meus joelhos.
Alguém bateu à porta.

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Dias presentes

O local estava bem calmo, mas parecia que um dia longo se aproximava. Alguém que parecia ser da polícia, ou algo do tipo, adentrou o local, pedindo para visitar um dos pacientes.
- Claro - respondeu o enfermeiro. - Acompanhe-me.
O enfermeiro e o agente caminharam lentamente pelos corredores brancos, parando em frente à uma porta igualmente branca.
- Pode me falar um pouco mais sobre o paciente? - pediu o agente.
- Bom, ele é John Mitchel. Foi preso há seis anos, por canibalismo. O cara matou e comeu sua esposa e filha. Literalmente. Ficou um tempo preso, e depois foi enviado para nossa clínica psiquiátrica.
- Sim, é ele mesmo quem eu estava procurando - respondeu o agente. Havia um pequeno sorriso em seu rosto.


17/04/2016

[Creepypastas] Dia da Mentira

A creepypasta a seguir é baseada em fatos reais:



O relato a seguir aconteceu quando eu tinha nove anos. Porém, não importa quanto tempo passe, eu nunca esquecerei do que aconteceu naquele dia.

Eu estava na terceira série, e estudava no período da tarde. O intervalo das aulas costumava ser um pouco diferente do que é agora. Atualmente, quando toca o sinal para o intervalo, as crianças se alimentam e aproveitam o resto daquele tempo para brincar um pouco. Naquela época, haviam “dois” intervalos. Suponha que o intervalo, de fato, começasse às 15h. Às 14h30, nós saíamos para comer, e voltávamos para nossa sala às 14h45. Às 15h, nós saíamos apenas para brincar. Se eu sabia por que era dessa forma? Não, não sabia. Pra falar a verdade, não sei até hoje.

Estávamos em algum dia do fim de março. A refeição daquele dia era macarrão e, particularmente, nunca fui muito fã de macarrão. Mesmo assim, servi-me com um pouco de macarrão ao molho e sentei-me com meus amigos. Cada um atacava seu prato de forma violenta, como se aquela fosse a melhor refeição do mundo. Eu, pelo contrário, apenas brincava com a comida. Meus amigos perceberam isso e, após perguntarem qual era o problema, acabei lhes contando a verdade. Eles apenas assentiram, dizendo que me entendiam, e disseram que eu apenas deveria voltar com o prato até a merendeira ou, como a chamávamos carinhosamente, “tia da cozinha.”

Levantei-me da mesa e fui até lá. Porém, no meio do caminho, fui interrompido pela inspetora, uma senhora baixinha e mestiça, que me forçou a voltar para a mesa e terminar de comer o que havia em meu prato. Sem ter muito o que fazer, acabei voltando para a mesa, enquanto via meus amigos voltarem para a sala de aula. Até mesmo minha professora perguntou por que eu havia voltado. Menti para ela, dizendo que havia pegado um pouco mais de macarrão, mas que logo voltaria para a sala. Ela assentiu e, junto com minha turma, voltou para a sala. Contendo as lágrimas, por vergonha, terminei de comer o que havia em meu prato e o levei até a cozinha. Ali, naquele momento íntimo, desejei que a inspetora morresse. Quando me aproximei de meus amigos, falei para eles o que havia desejado. Eles se espantaram, mas resolveram não discordar de mim.

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Uma semana se passou, e o dia primeiro de abril chegou. Ah, o famoso Dia da Mentira, onde todos contam mentiras impossíveis. Mas também existem aqueles que usam tal dia para contarem verdades as quais nunca tiveram coragem de contar e depois dizem que é mentira, como dizer que está apaixonado por alguém, e depois usar a desculpa de que é dia da mentira.

Logo que cheguei à aula, naquela tarde, meus amigos vieram correndo em minha direção, dizendo que a inspetora havia morrido. Por ser dia da mentira, eu não acreditei. Entretanto, fiquei preocupado, pois não a vi na escola durante as primeiras aulas. Na hora do intervalo, acabei descobrindo algo que eu não deveria. Fui até a diretora e perguntei sobre a inspetora. Ela me informou que, de fato, ela havia falecido no dia anterior. Naquele instante, eu entrei em estado de choque, mas acabei mentindo que estava tudo bem.

Eis a questão. Ela havia realmente falecido, ou o desejo de uma criança foi forte o bastante para retirar a vida de alguém?


03/01/2016

[Creepypastas] O Último Passageiro


Esse era meu primeiro ano no ensino médio, mas eu já não suportava mais ter que acordar às 5h30 da manhã, dia após dia. Eu fazia isso desde a primeira vez que pisei meus pés numa escola, quando eu tinha cinco anos. Apenas o primeiro mês de aula havia se passado, mas eu já não conseguia mais acompanhar o ritmo acelerado da nova escola, pois o ensino era mais puxado do que em minha antiga escola. O resultado disso? As provas vieram, e eu fui mal pra caramba. Minha mãe quis culpar meu emprego, mas eu disse que a culpa era apenas minha, por não conseguir acompanhar o ritmo de ensino. Mas talvez ela estivesse certa, e fosse realmente culpa de meu emprego. Eu trabalhava durante o período da tarde no mercadinho que havia no bairro. Quando chegava em casa, estudava um pouco e logo adormecia.
Um dia após pegar os resultados horríveis das primeiras provas, decidi tomar uma providência. Conversei com meu chefe, e ele concordou que eu trabalhasse de manhã e parte do período da tarde. Dessa forma, eu poderia descansar um pouco antes de ir para a escola, e meu bom rendimento voltaria. Minha mãe, estranhamente, concordou com isso, e, na semana seguinte, matriculei-me no período da noite.
Eu morava do outro lado da cidade, e precisava ir à escola de ônibus. Era por isso que eu acordava tão cedo. Como se não bastasse o horário, vários jovens conversavam e gargalhavam, numa animação que eu não conseguia entender. Felizmente, isso mudava durante o período noturno. Eu voltava durante a última "volta" do ônibus. Por ser a última, essa volta continha apenas alguns estudantes, alguns mais velhos do que eu, provavelmente universitários, e todos eles estavam cansados o bastante para apenas sentar-se e ansiar pelo momento em que chegariam em suas casas.
Peguei o costume de sentar-me no último banco, ao lado de um homem idoso. Durante os primeiros dias, nós apenas nos cumprimentávamos e seguíamos em silêncio, mas logo criamos uma afinidade. Começamos a conversar, e notei que ele era um homem muito inteligente, além de ter servido ao exército. Acho que isso explicava seu corpo robusto, mesmo aos 65 anos de idade. Noite após noite, eu não via a hora de sair da escola e subir naquele ônibus, apenas para conversar com aquele senhor, mesmo que todos os passageiros ficassem nos encarando, enquanto conversávamos.
Dias se passaram, até que eu notasse algumas coisas. Primeiro, ele não havia me dito seu nome, e eu também esqueci de perguntar; segundo, por mais que ele me contasse tanto de sua vida, até mesmo que sua esposa havia morrido há alguns meses, e ele não tinha filhos, eu sabia muito pouco sobre ele. Ele era um mistério para mim. Sempre quando eu entrava no ônibus, ele já estava lá e, quando eu estava prestes a descer, ele ainda estava lá. Talvez não fosse da minha conta, mas onde ele morava, e por quê atravessava a cidade tão tarde, todas as noites?
Numa noite dessas, saí cinco minutos mais tarde, pois estava fazendo trabalho. Pode não parecer muita coisa, mas foi o bastante para que uma garota se sentasse em meu lugar de costume. Pior que isso, ela estava conversando com aquele senhor. Mas será que estava mesmo? Pois parecia que ela estava conversando sozinha, como se não houvesse ninguém ali. Ignorei isso, e sentei-me num banco qualquer. Quando deixei o ônibus, nem a garota e nem o homem estavam lá. Cheguei em casa, jantei e deitei-me na cama, mas o sono demorou a vir. Talvez fosse ansiedade, ou curiosidade, pois eu não conseguia parar de pensar no que estava acontecendo.
Na noite seguinte, procurei a garota, pois estudávamos na mesma escola. Perguntei sobre a noite anterior, e ela afirmou que havia conversado com aquele homem. Pensei numa maneira fácil de dizer aquilo, mas não consegui. Então logo lhe disse que tive a impressão de que ela estava falando sozinha. Ela levou a mão à boca, assustada, e tudo fez sentido para mim. Eu podia estar ficando louco, ou algo estranho e sobrenatural estava acontecendo em minha vida.
A aula acabou. Beatriz, a garota, e eu entramos no ônibus, e lá estava ele, sentado no último banco. Sentamo-nos ao seu lado, e resolvemos puxar assunto.
Em determinada curva, notei que o ônibus estava bem mais devagar que o de costume, como se o motorista estivesse prestes a estacionar. As janelas estavam fechadas, mas um vento gelado percorreu meu corpo e me arrepiou por completo. Perguntei ao homem se ele sabia o por quê daquilo. Infelizmente, a resposta ficaria presa em minha mente pelo resto de minha vida, que poderia ser dali a 70 anos ou 7 segundos.
- Eu fui o motorista desse ônibus por oito anos - ele começou. - Foi logo quando deixei o exército. Há 10 anos, numa noite chuvosa, nessa mesma curva, o ônibus foi atingido por um caminhão, que acabou perdendo o controle. Parte das pessoas que estavam ali morreram naquela noite, incluindo eu.


29/11/2015

[Creepypastas] O Quadro



Isso já aconteceu há tanto tempo que eu já nem me lembrava, até noite passada, onde saí para jantar com uma garota que eu havia conhecido há algumas semanas. Estávamos conversando sobre coisas que fizemos ou que aconteceram conosco durante nossa adolescência. Conversa vai, conversa vem, eu me lembrei do incidente da janela. Na hora, eu gelei. Natalia notou, e perguntou o que estava acontecendo. Tentei desviar-me do assunto, mas ela insistiu que eu lhe contasse qual era o problema. Então eu comecei.

Eu tinha catorze, talvez quinze anos. Meus pais haviam acabado de se divorciarem, e optei por morar com meu pai, pois tínhamos um vínculo muito grande. Mamãe passava o dia todo trabalhando ou saindo com suas amigas. Dificilmente ela e papai saíam. Era como se ela o evitasse, e o pior era que ela agia como se eu nem estivesse lá.

Nos mudamos para um apartamento do outro lado da cidade. O local era pequeno, mas era o que papai podia pagar. Mesmo sendo pequeno, o local era aconchegante. Organizei as coisas no quarto que escolhi para mim e logo fui ajudar papai a terminar de arrumar as outras coisas. No fim, meu quarto já estava como antes, com uma TV e meu videogame próximos à minha cama. Meus pôsters também estavam colados na parede.

Deitei-me mais cedo na minha primeira noite ali, pois estava cansado e precisava dormir um pouco. Porém, demorei mais tempo do que pensei que levaria para dormir. Havia um quadro estranho na parede, o qual eu não havia reparado antes. Se bem me lembro, era um garoto, com uma feição estranha, como se estivesse, mesmo que indiretamente, me encarando, assim como a Mona Lisa. Se eu me lembrasse, tiraria ele dali na manhã seguinte.

Levantei-me na manhã seguinte e fui para a escola. Ah, eu havia me esquecido, e peço desculpas por isso. O novo apartamento era MUITO mais perto da escola, em relação à outra casa. Ponto para o papai, por ter escolhido ele.

Os dias se passaram e, quando percebi, já fazia uma semana que estávamos morando ali. O que me intrigava era que, noite após noite. eu notava aquele quadro ali e, no dia seguinte, eu simplesmente me esquecia dele, como se não o tivesse visto na noite passada. Não importava se eu prometia para mim mesmo que tiraria o quadro dali na manhã seguinte, eu me esquecia completamente dele. Todas as noites, quando eu me deitava e notava ele ali, o quarto ficava com uma aura estranha, e o ar ficava mais gelado do que o normal, como se eu estivesse dormindo num lugar  com ar-condicionado.

Mais um dia se passou, e aquele quadro do menino continuava ali, como se estivesse esperando que eu fizesse algo. Eu já não aguentava mais aquela agonia. Eu precisava tirá-lo dali. Não conseguiria dormir nem mais uma noite sequer com aquele menino me observando. Tentei levantar-me da cama, mas não consegui. Acho que não tive força o bastante, mas podia jurar que algo estava me segurando ali. Então, fiz a única coisa que me passou pela cabeça naquele momento. Peguei um pedaço de papel que havia no criado-mudo e escrevi um bilhete para mim mesmo, para me lembrar de tirar o quadro na manhã seguinte, assim que eu acordasse.

Acordei na manhã seguinte, e logo que abri os olhos, notei o bilhete sobre o criado-mudo. Levantei-me da cama e caminhei até a parede. Foi exatamente nesse instante que meu coração parou por alguns segundos. Eu fiquei parado, sem saber o que fazer. Foi, de longe, o maior momento de angústia e aflição que passei na vida. E, com certeza, o mais assustador. Ali, onde devia estar o quadro, havia uma outra coisa. Havia uma janela.



21/11/2015

[Creepypastas] Os Jogos da Anti-Felicidade



Hoje em dia, é difícil conhecer um jovem que não gosta de games. Dos mais variados tipos, para agradar os mais variados fãs. É um fato que games se consolidaram em nossas vidas, e que jogá-los tornou-se parte de nossa rotina. Seja em nosso computador, notebook, smartphone e até mesmo tablet. Não importa onde você esteja, sempre será um bom momento para jogar.
Mas e quanto aos jogos anti-felicidades? Ouvi uma lenda há algum tempo, e não acreditei nela até que a coloquei à prova. Era a lenda dos jogos da anti-felicidade. Talvez você nunca tenha ouvido esse termo, mas sabe exatamente do que ele se trata. Já ouviu falar de jogos como Candy Crush, Legends of Zelda, Minecraft, League of Legends, Pet Rescue, alguns jogos de tiro em primeira pessoa e até mesmo jogos de aventura, como Tomb Raider, Uncharted e o old, but gold Crash Bandicoot. Você já jogou ao menos algum desses jogos, não é mesmo? E concorda que era completamente viciado no jogo? Não importava se você passaria uma hora ou oito horas jogando. Você não pararia de jogar até que fosse realmente necessário parar. Deixava de dormir, só para ficar jogando.
Em sua mente estava tudo bem, pois uma vez jogando, sua auto-estima estaria batendo lá no céu, não é mesmo? Mas não é bem assim que as coisas funcionam, e eu precisei provar por mim mesmo. Comecei a jogar League of Legends, e não demorou muito para que eu conseguisse me virar dentro do jogo, sem morrer a cada passo dado. Três horas diárias tornaram-se oito horas. Eu já não me alimentava direito, minhas notas na escola reduziram muito, e eu já não sentia mais vontade de fazer nada. Eu vivia para o jogo. Quando não estava em frente ao computador, jogando, eu estava com meu smartphone em mãos, assistindo partidas de outros jogadores. O jogo havia adentrado em minha vida de uma forma que eu nunca pensei que seria possível. Eu estava viciado, e demorei muito para admitir aquilo para mim mesmo.
Não só meus pais, mas todos ao meu redor estavam ficando realmente preocupados comigo. Fiquei de castigo por uma semana. Uma semana inteira sem poder ter acesso à internet, e eu senti como se tivesse morrido. A tristeza tomou conta de meu coração, e a melancolia se tornou minha melhor amiga. Meus pais viram como eu fiquei e, mesmo não querendo, me liberaram do castigo.
É por isso que a lenda tem o nome de Os Jogos da Anti-Felicidade. Esse tipo de jogo faz com que fiquemos viciados, dependentes dele. Nos dá a impressão de que precisamos deles para sermos felizes mas, na verdade, ele só nos tira do mundo, pois mudamos nossa rotina diária por causa deles. Mas por que jogos da anti-felicidade existem? Não acho que é pelo fato de que eles são realmente bons jogos. De acordo com o fim da lenda (cá entre nós, a parte mais estranha e sombria dela), é possível que exista uma conspiração por trás dos jogos da anti-felicidade, como se algo, ou alguém, estivesse nos manipulando, a seu bel prazer, sugando toda nossa felicidade.
Então, deixo aqui meu conselho. Se estiver jogando um jogo por mais tempo do que deveria, pare. Pare agora mesmo, antes que ele leve sua felicidade, assim como a minha também foi levada.


18/11/2015

[Creepypastas] Quadrante 36 - Parte I



Coisas comuns acontecem com pessoas comuns. Essa é a vida. A rotina toma conta de sua vida. Você vivencia coisas, e elas acabam. Mas, às vezes, e só às vezes, acontece algo em sua vida que você simplesmente não consegue explicar. Alguns chamam isso de milagre, ou talvez sorte. Uma dessas coisas aconteceu comigo, uma vez, e eu só conseguia classificá-la como aterrorizante e inacreditável.
Eu estava voltando para casa, após outro longo dia de trabalho. No caminho, passei na escola perto de casa para buscar minha filha. Ela correu em minha direção, como sempre fazia. Me abraçou e disse que estava com saudades, como ela sempre fazia. Minha rotina não era a melhor do mundo, mas eu gostava dela.
Tentei quebrar um pouco a rotina naquele dia. Passei no mercado e comprei pizza para nós dois. É, era só nós dois, desde que minha ex-esposa resolveu trocar nossa rotina pela rotina de um cara que podia pagar tudo o que ela queria.
Entramos em nossa casa, e foi a partir desse ponto que as coisas começaram a ficar estranhas. Ali, no sofá da sala de minha casa, estava sentado um homem, o qual eu não fazia a mínima ideia de quem era.
- Quem é você? - Perguntei, assustado, sentindo o desespero de minha filha quando ela apertou meu braço. - Como entrou aqui?
- Acalme-se, James - ouvi aquele homem dizer, mantendo a calma em sua voz. Porém, eu sentiria qualquer coisa naquele momento, menos calma. Eu estava assustado e indignado e, infelizmente, não havia nada pesado o bastante para que eu pudesse usar como arma.
- Filha, vá para seu quarto - falei, e ela logo saiu correndo.
- QUEM É VOCÊ?! - Gritei, pegando meu celular. - Responda logo, antes que eu chame a polícia.
- Deixe-me dizer o que vim fazer aqui, e irei embora, sem causar nenhum mal à você ou à sua filha.
Sentei-me no outro sofá, e pedi que ele começasse a falar. Eu tentava parecer calmo, mas eu sabia que não ficaria calmo enquanto aquele "homem" estivesse ali.
Ele começou se apresentando. Disse que seu "nome humano" favorito era Barney, e que eu poderia chamá-lo assim. Barney vinha do Quadrante 36, um local numa galáxia distante, o qual o homem ainda não havia encontrado. Fiquei assustado, logo de cara. Quem não ficaria assustado ao descobrir que um alien, com a aparência de um humano, estava bem ali, na sua frente?
Barney continuou contando sua história. Ele disse que seu planeta era muito desenvolvido tecnologicamente, e que alguns dos outros 49 Quadrantes esperaram por anos até que a Terra estivesse preparada para uma forma superior de guerra. Infelizmente, para nós, humanos, os habitantes desses Quadrantes pensavam que os humanos precisavam ser eliminados o mais rápido possível, para que a Terra se tornasse mais um planeta conquistado por eles.
Pedi para que ele parasse de falar, pois era muita informação para processar. Fechei os olhos por um tempo, e logo comecei a rir. Não demorou muito para que a risada se tornasse uma gargalhada.
- Eu já esperava que você não fosse acreditar - ele disse, colocando a mão no bolso de sua calça. - Foi por isso que, por garantia, eu trouxe isso para você.
Ele entregou em minha mão um equipamento do tamanho de um melão. Parecia simples e, ao mesmo tempo, muito tecnológico, até mesmo para mim. Aquilo parecia ser alimentado por uma fonte de energia própria, uma vez que havia algo brilhando em seu interior.
- O que é isso? - Perguntei, e ele notou que eu começava a me interessar por aquilo, ao mesmo tempo que notei que minha filha estava ali, a nos observar.
- É uma das peças que usamos em nossas armas - Barney disse. - Vim através de um buraco de minhoca, avisá-lo sobre essa guerra. Provavelmente serei morto por isso, mas o propósito pelo o qual eu estou aqui é muito maior do que minha vida.
No mesmo instante em que ele disse isso, tudo ficou escuro. Não só as luzes de minha casa se apagaram, mas parecia que o céu estava completamente tomado pela escuridão, como se uma tempestade nunca antes presenciada estivesse se aproximando.


16/11/2015

[Creepypastas] Hipnose Reversa



Todos nós, incluindo você, já passamos por aquele breve momento onde temos um vislumbre de uma breve cena em nossa mente, mas não conseguimos nos lembrar de termos vivido tal cena. Eu também passei por isso mas, em meu caso, estava se tornando algo completamente estranho. 
Começou há duas semanas, e não parou mais. Noite após noite, a cada vez que eu devia sonhar, eu tinha um pesadelo, e acabava acordando suado e tenso, mas feliz por tudo aquilo não ter passado de um sonho ruim, por mais que parecesse real. 
Mas aquilo estava me incomodando, a tal ponto que eu já não conseguia mais dormir à noite. Foi quando resolvi procurar um especialista.
O dia de minha primeira consulta havia chegado. Expliquei a situação para meu chefe e ele me liberou mais cedo naquele dia.
- Olá doutor - falei, cumprimentando-o.
- Olá, Peter - ele respondeu, num tom amigável. - Sente-se.

Sentei-me na cadeira confortável que estava à minha frente e comecei a contar-lhe sobre meu pesadelo. Ele ouvia tudo atentamente, enquanto anotava cada palavra possível num pequeno bloco de notas que trazia consigo. Quando acabei de falar, notei que sua face possuía um tom um tanto quanto preocupado. Perguntei-lhe o que estava acontecendo, e ele disse que precisaríamos fazer algo chamado Hipnose Reversa, pois ele acreditava que meus pesadelos na verdade eram vislumbres de uma possível vida passada que eu tive. A princípio, achei a ideia um tanto quanto maluca, mas aceitei o desafio.
A partir daquele dia, uma vez por semana, eu visitava o Dr. Robert. Cerca de oito sessões depois, já estávamos num estágio avançado do tratamento e, naquele dia, Robert e eu chegamos à uma conclusão.
Infelizmente.
Queríamos muito estar errados, mas sabíamos que aquela conclusão era correta. As luzes que eu via em meus sonhos eram, na verdade, uma lembrança de algo que aconteceu. Há um tempo atrás, aconteceu algo estranho comigo. Oito horas do meu dia simplesmente haviam sumido, como se tivessem sido apagadas. Como se eu tivesse sido transportado oito horas para o futuro. Porém, era algo muito mais sinistro do que isso. Eu havia sido abduzido, e aquele fato me assombraria pelo resto de minha vida. 
Eu queria não ter feito essas sessões de hipnose reversa. Sinceramente? Preferia ficar com meus pesadelos. Ao menos eu não saberia o significado deles. Mas eu sabia, e lembrava de cada detalhe do que aconteceu naquele dia. Fui levado para um lugar amplo e escuro, onde fui deitado sobre uma cama de ferro. Lembro-me de como a tecnologia ali estava muito à frente de tudo o que já temos aqui na Terra. Lembro-me também de...
Lembro-me de cada detalhe daquelas criaturinhas cinzentas e baixinhas assim como me recordo da coisa mais estranha que aconteceu na situação mais sinistra que eu já havia presenciado em minha vida. Uma das criaturas baixinhas se aproximou de mim com uma agulha e a injetou no meu braco, retirando uma pequena quantidade de sangue. Eu nunca soube o que eles queriam com meu sangue. Nunca vou saber, na verdade, e é isso o que mais me assusta. 


14/11/2015

[Creepypastas] O Dentista



Oi gente, boa noite. Tudo bem com vocês? Por aqui tá tudo ótimo?

É, eu sei. Eu disse que postaria as creepypastas todas as sextas. Mas acho que um único dia por semana era pouco. Logo, vou começar a postar as creepys hoje! E, pra deixar tudo bem bacana, vou sempre postar entre 23h e 0. Espero que gostem.

Mais um dia havia chegado e, cá entre nós, eu não queria que aquele dia tivesse chegado. Eu usava aparelho dentário e, mês após mês, durante três longos anos, eu precisava visitar meu dentista para fazer a manutenção de meu aparelho, e eu odiava isso. Sério, quem gostava de ir até o dentista e ouvir aquela mini britadeira em sua boca?
Minha mãe saiu do trabalho por algum tempo, e disse para seu chefe que precisava me levar ao dentista. Ela foi até nossa casa e, só para ter certeza, perguntou se eu havia escovado bem meus dentes.
- Mãe, eu não tenho mais cinco anos - falei, brincando. - Tenho dezessete. Já sei escovar meus dentes.
- Eu sei - ela respondeu, sorrindo. - Você sabe que seu dentista odeia dentes sujos.
O percurso até o consultório não levou mais do que 20 minutos. Logo que sentei-me em um dos bancos da sala de espera, minha mãe partiu.
Não havia mais nenhum paciente ali, mas era provável que chegasse mais alguém em breve, já que não passava das 16h. Peguei uma das revistas que estava numa mesa ao lado e comecei a folheá-la, mas nem isso me distraiu. Por mais que eu tentasse, não conseguia parar de encarar um grande quadro escuro na parede. Além do fundo escuro, havia alguns dentes ali. No canto inferior esquerdo, havia uma assinatura, a qual reconheci como sendo de meu dentista.
Havia apenas duas portas no local, e não demorou até que uma delas fosse aberta. Por ela, passou uma mulher alta, muito bonita, mas sua expressão facial era um tanto quanto melancólica, como se aquele lugar fizesse com que ela se lembrasse de suas piores lembranças.
A secretária de meu dentista surgiu na porta, sorrindo, e eu logo entendi que devia adentrar o escritório. Enquanto ela fechava a porta, eu cumprimentei meu dentista e deitei-me sobre a cadeira. Ele perguntou se eu estava bem, e como eu havia passado o último mês.
- Foi tudo bem - respondi, secamente. - Dessa vez, não quebrei nada.
- Isso sim me surpreende - ele respondeu, num tom arrogante.
Enquanto ele esterilizava seus equipamentos, eu encarava as paredes verdes e, mais ao canto, olhava uma prateleira coberta de moldes de dentes, de todos os pacientes que meu dentista possuía. No minimo, cem moldes, e todos eles me causavam arrepios. Eu não sabia o que era, mas cada vez que eu entrava ali, contava cada segundo, até que aquele tormento acabasse e eu pudesse voltar para casa.
Finalmente, a consulta havia acabado. Paguei a mensalidade para a secretária e saí dali mais feliz do que o de costume pois, segundo o meu dentista, meus dentes já estavam bons o bastante para que eu não precisasse mais usar o aparelho dentário.

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Um mês havia se passado, e o grande dia havia chegado. Eu estava muito ansioso, como nunca estive antes. Só eu sabia toda a dor que havia passado cada vez que uma parte daquele aparelho quebrava e, graças a Deus, eu estaria tirando aquilo de minha boca naquela tarde, após a aula.
Terminei de me arrumar e, só para ter certeza, escovei meus dentes pela segunda vez naquela tarde. Peguei um ônibus e acabei chegando no consultório do dentista um pouco mais cedo, sem saber que me arrependeria pelo resto da vida.
Ouvi gritos abafados vindo de dentro do consultório. Fiquei tranquilo, pois podia muito bem ser um paciente fazendo uma extração. Cerca de quinze minutos depois, a porta se abriu. A secretária de meu dentista saiu acompanhando uma mulher, que tampava sua boca com a mão, como se tivesse sentindo uma dor insuportável.
Senti meu coração bater mais forte, como se soubesse que algo ruim estava prestes a acontecer. Tentei manter a calma, mas o nervosismo que eu estava sentindo era maior do que isso.
A secretária levou a mulher até a saída do consultório e, quando retornou, pediu gentilmente que eu entrasse.
Como de costume, cumprimentei meu dentista e sentei-me na cadeira. Ele ligou a luz, a qual estava forte demais, e acabou atingindo meus olhos. Eu os mantive fechado por alguns segundos e, quando os abri, meu dentista desculpou-se e perguntou se eu estava preparado para o que viria a seguir.
- Estou sim, doutor - falei, entusiasmado. - Nunca estive tão feliz.
Ele abriu uma das gavetas de seu armário e de lá retirou um alicate. Jogou água em minha boca, e preparou-se para arrancar aquele fino ferro que ia de uma banda à outra. Tal foi minha surpresa quando, após isso, ele arrancou um de meus dentes.
Sangue começou a jorrar de minha boca, espalhando-se pelo babador que eu estava usando e em minha camiseta branca. Meu dentista olhou para mim e começou a gargalhar. Mas não era uma gargalhada qualquer. Era algo macabro demais.
Foi então que eu entendi o motivo de todos aqueles moldes nas prateleiras me incomodarem tanto. Eles eram feitos de dentes humanos. Dentes arrancados de todos os pacientes que já passaram por ali.
E eu era o próximo.


[Novidades] Creepypastas



Hey, seus lindos. Tudo bem com vocês? Por aqui tá tudo de boa :3

Como vocês sabem (e se não sabem, vão saber agora), tio Jess é autor de terror. Então, tive a ideia de começar a postar creepypastas aqui no blog. A princípio, pretendo publicar semanalmente, toda sexta à noite. Para quem não sabe o que são creepypastas, leia o texto abaixo.

Creepypastas são histórias de terror postadas na internet, com o intuito de assustar e/ou perturbar seus leitores. Costumam vir acompanhadas de áudios, imagens ou vídeos, para complementar a história contada. Talvez você saiba o que são creepys, só não sabia que esse era o nome dado a esse tipo de história. Sei que você já ouviu sobre Slenderman, episódios perdidos de desenhos e até mesmos hack de jogos, que apresentavam uma versão completamente diferente da versão original do jogo. Pois é, amigos. Todas elas são creepypastas.

O tamanho das creepypastas varia bastante, mas a maioria segue esse conjunto:

Anedota: Observações do narrador sobre histórias assustadoras, ou algo sombrio relacionado ao seu passado;
Rituais: Uma lista de instruções para o leitor, afirmando que se ele for para determinado local ou fazer determinada coisa, algo incrível vai acontecer. ENTRETANTO, se UM passo for realizado de forma errada, coisas terríveis acontecerão;
Episódios Perdidos: O narrador conta fatos de episódios ou cenas nunca visto antes, normalmente de desenhos ou programas de TV, onde os personagens agem com violência, fazendo coisas bizarras, ou matando a si mesmo e/ou outros amigos.

E aí, o que acham da ideia de ter creepypastas aqui no blog? Vocês leriam? Comentem :3


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